Seu filho não come legumes e verduras?

Especialistas confirmam que apresentar logo cedo e com bastante consistência os vegetais às crianças ainda é um dos modos mais eficientes de ensiná-las a comer esses alimentos

Você sabia que cerca de 90% das crianças não cumprem as recomendações diárias de consumo de vegetais nos Estados Unidos? O altíssimo índice vai contra as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). O órgão estabelece que é necessário ingerir pelo menos 400 gramas todos os dias. Muitos pais dizem que os filhos não gostam de comer verduras e legumes, mas não existe segredo para inserir estes itens com sucesso no menu dos pequenos. A melhor maneira de implantar na criança o gosto pela alimentação saudável é oferecer e expor esse tipo de comida o tempo todo e estimular o contato o quanto antes. “As pesquisas que temos até agora mostram que a exposição repetida tem um impacto mais consistente no aumento da aceitação de vegetais por crianças pequenas”, explica a PhD Susan Johnson, professora de Pediatria e Diretora do The Children’s Eating Laboratory, na Universidade de Colorado-Denver, uma das participantes de um dos painéis da American Society for Nutrition (ASN).

No Brasil, uma pesquisa do Ministério da Saúde mostrou que todas as capitais da região Sudeste estão entre as dez cidades que mais comem frutas e hortaliças no país. Enquanto, em média, apenas 24,1% dos brasileiros consomem cinco ou mais porções cinco vezes da semana ou mais, em Vitória, o índice sobe para 26% e, em Belo Horizonte, para 32%. Tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro, a média de consumo é de 25%. A mesma pesquisa, batizada de Vigitel 2014, revelou que 52,5% dos brasileiros estão acima do peso. Os números mostram que a taxa jovens com menos de 18 anos obesos é de 17,9%, um índice que se manteve estável nos últimos anos, mas ainda considerado muito alto. E qual a indicação para combater a obesidade e o excesso de peso? Praticar exercícios físicos e ter uma dieta equilibrada e rica em (adivinhe só!): frutas, verduras e legumes.  “Esses alimentos fornecem vitaminas e sais minerais importantes para a criança. Possuem boa quantidade de fibras que regulam o intestino e colaboram para a prevenção de doenças antes exclusivas de adultos, como diabetes tipo 2, pressão alta e obesidade”, explica a nutricionista Beatriz Botequio, da Equilibrium Consultoria em Saúde e Nutrição.

Como introduzir vegetais na dieta da criança
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que, a partir dos 6 meses de idade, período exclusivo de aleitamento materno, sejam introduzidos novos alimentos na dieta do bebê, em forma de papas e sopinhas. Primeiro, vêm as frutas e, depois, as verduras e legumes. Muitas vezes, ao primeiro sinal de rejeição da criança, os pais voltam atrás.  “Na aflição de o filho não comer, os pais desistem de oferecer o ‘alimento novo’ e dão a opção que sabem que o filho aceita, como o leite ou mamadeira. Esse comportamento reforça à criança que ela não precisa dos novos sabores”, explica Beatriz.

Os especialistas da American Society for Nutrition recomendam que as crianças provem o mesmo alimento pelo menos entre 8 e 12 vezes antes de dizerem que não gostam. No entanto, a maioria dos pais desiste lá pela terceira ou quarta tentativa. É claro que insistir para que seu filho pelo menos sinta o gosto da comida – não precisa engolir se não gostar! – não é uma tarefa das mais fáceis: tem choro, reclamações e pedidos de clemência. No entanto, é preciso resistir. “Nascemos com o paladar apurado para o doce. Já, para os demais sabores (azedo, amargo e salgado), é preciso aprender a acostumá-lo”, explica Beatriz.

Os pais são o exemplo

Essa resistência a alimentos novos não acontece apenas com legumes e verduras. “No consultório, quando dizemos que é preciso dar fígado para a criança, muitas mães fazem uma cara horrorosa, na frente do filho”, conta o pediatra e neonatologista Jorge Huberman, do Hospital Albert Einstein (SP). Como esperar que a criança coma de bom grado um alimento que os próprios pais abominam?

Isso leva a outro aspecto do problema. Uma travessa de couve, de brócolis ou de alface não vai parar em cima da mesa espontaneamente. Alguém deve comprá-los, lavá-los, cozinhá-los… Preparar verduras e legumes dá trabalho – ainda mais quando os próprios pais não têm o hábito de comer esse tipo de alimento. Lembre-se de que você é o primeiro modelo de comportamento do seu filho. Ele aprende a andar vendo você caminhar, a falar vendo você conversar e a se alimentar observando como – e o quê – você come.

Muitas vezes, pais e mães se queixam de que a criança se alimenta superbem na escola, prova novos alimentos sem problemas, mas, em casa, dá o maior trabalho e rejeita tudo que não seja arroz ou batata frita. “Na escola existe o fator socialização. A criança vê os coleguinhas comendo e quer comer também. Faz parte de um ritual. Em casa, muitos pais apenas colocam o prato na frente da criança e querem que ela coma. Não dá. É preciso inserir a comida em um contexto”, alerta Huberman. Isso inclui desligar a TV na hora das refeições, todos se sentarem à mesa juntos, envolver a criança na hora de pôr a mesa e de tirar os pratos, enfim, transformar todo o processo em um evento que pede a participação dos pequenos. “Levar as crianças à feira ou ao supermercado, deixando que elas toquem os alimentos e participem da escolha, ou mesmo permitir que ajudem no preparo de alguma receita, pode ser interessante”, recomenda Beatriz.

Para ajudar você, selecionamos  5 dicas para ajudar nas refeições aí na sua casa:

1) Coloque-se no lugar da criança. Imagine só fazer uma viagem para um país exótico, com comidas inteiramente diferentes das que você está acostumado. Pense na Índia, na Tailândia ou no Japão. É impossível garantir que você vai adorar tudo o que provar – talvez alguns temperos pareçam estranhos demais, alguns cheiros não lhe agradem e, para você, alguns sabores sejam realmente desagradáveis. Para a criança, é a mesma coisa.Tudo o que tem um gosto diferente do leite (ou do que ela já se acostumou a comer) é exótico e nem sempre parece bom na primeira provada.

2) A cara da comida às vezes não agrada. Antes de experimentar para ver se o gosto agrada ao paladar, muitas crianças torcem o nariz para determinadas comidas. Por isso, vale investir em apresentações criativas para montar pratos coloridos e atraentes. Veja algumas ideias aqui.

3) Perceba se o problema não é a comida em si, mas a atenção. Toda refeição vira aquele circo: seu filho que não quer mais comer, se levanta da mesa, você acaba perdendo a cabeça e seu almoço se transforma em uma verdadeira novela mexicana. Você acha que a criança não percebe que a atitude dela controla toda a dinâmica da refeição? “A comida pode se tornar um jeito de se sobressair e, às vezes, até de se diferenciar de um irmãozinho que acabou de nascer”, comenta Huberman.

5) Não tente esconder no prato aquilo que a criança não gosta. Nada de tentar camuflar uma rodela de beterraba embaixo do bife ou esconder pedacinhos de couve em meio ao purê como quem não quer nada. A criança pode ficar desconfiada e ela precisa saber o que está comendo. Uma estratégia totalmente diferente (e bem mais eficaz) é enriquecer receitas com vegetais. Por exemplo, preparar um molho de tomate com diversos legumes batidos no meio ou rechear uma torta de frango com uma porção de legumes. Vale também insistir em diferentes modos de preparo. Se o seu filho não comeu brócolis cozido, tente prepará-lo gratinado, refogado, em forma de purê, em forma de bolinhos, como recheio de uma massa… Solte a criatividade!

6) Criança com fome come Essa máxima nunca falha. Se quando seu filho estiver realmente com apetite houver escolhas saudáveis disponíveis, ele vai comer. Mas, se ele souber que há sempre um pote de sorvete por perto, você já sabe o que acontece.

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Papinhas para bebê

A partir dos quatro meses novos alimentos podem ser introduzidos ao bebê se não for possível apenas amamentá-lo. Nutrição e muito amor, tudo que seu filho precisa para crescer saudável.

  • O quarto mês do bebê é quase sempre aquele em que as mães voltam ao trabalho após a licença maternidade. Com a diminuição do tempo de amamentação, faz-se necessário incluir outros alimentos à dieta do bebê. O pediatra deve ser a primeira fonte de informações para este período de transição. É fundamental saber como está à saúde geral do seu filho.

    4 a 6 meses

    Geralmente a introdução de papinhas na dieta do bebê começa pelas frutas. Escolha as mais suaves como maçã, banana, pera e mamão, que devem ser servidas raspadas ou amassadas. Com um sistema digestivo sensível e ainda imaturo dê as frutas uma de cada vez, pois se acontecer alguma reação inesperada, será mais fácil saber qual a provocou e excluí-la do cardápio do bebê. A introdução das frutas deve ser entre as mamadas, já que ainda o leite materno deve ser a primeira fonte nutricional. As frutas também podem ser introduzidas em forma de sucos oferecidos em um copinho, melhor que usar mamadeira.

    Algumas dicas:

    • Sirva o mamão sem as sementes. Mamão solta o intestino, não dê se a criança estiver com diarreia. Prefira a banana prata ou maçã raspadinhas.
    • Lave bem a casca e corte as frutas ao meio para raspar, já a banana e o mamão podem ser amassados.

    6 a 8 meses

    Após os seis meses continue amamentando e introduza novos alimentos. É hora de começar com as papinhas salgadas. Para começar utilize um legume e um vegetal folhoso. Após 15 dias acrescente mais um legume. Utilize pouquíssimo sal para evitar sobrecarregar os rins do seu bebê.

  • 1. Papinha de mandioquinha com agrião

    Ingredientes: Meia mandioquinha média, 5 folhas de agrião, um pedaço pequeno de cebola, uma pitada de sal, uma colher (café) rasa de óleo vegetal de milho ou girassol.

    Modo de preparo:

    Descasque a mandioquinha, lave bem e coloque para cozinhar junto com as folhas de agrião também lavadas, a cebola, o sal e o óleo. Cozinhe até a mandioquinha ficar bem macia.

    Dicas:

    • Prefira usar água filtrada para cozinhar.
    • Quando estiver macia, amasse a mandioquinha, as folhas e os pedacinhos de cebola com um garfo.
    • Pode-se também passar o alimento numa peneira ou processador. Evite o liquidificador, pois prejudica a criança conhecer o sabor de cada alimento separadamente.
    • A cada refeição sirva um legume e uma folha diferente. Use cheiro verde.
  • Introduzindo as proteínas

    A partir do sexto mês pode-se acrescentar gema de ovo, cozida, ou carne desfiada. Comece com meia gema e uma colher de sopa de carne desfiada.

  • 2. Papinha de carne com batata e chuchu

    Ingredientes: Um bife pequeno de carne magra ou 2 sassamis cortados em cubinhos, uma batata média descascada e cortada em cubinhos, ½ chuchu descascado e cortado em cubinhos, água, sal, 1 dente de alho amassado.

    Modo de preparo:

    Refogue a carne ou sassami em uma colher (café) de óleo vegetal e o alho amassado. Coloque uma pitada de sal e deixe dourar. Acrescente a batata e o chuchu. Cubra com água e deixe cozinhar com a panela tampada até que os legumes estejam macios. Retire a carne, amasse os legumes com um garfo e coloque salsinha picada.

    A partir dos 8 meses a carne já pode ser ingerida.

  • 3. Sopinha de macarrão

    Ingredientes: 100 gramas de carne magra tipo coxão mole, 100 gramas de macarrão anelzinho ou ave-maria, 2 colheres de sopa de cenoura ralada, ¼ de cebola branca picadinha, 1 dente pequeno de alho amassado, ½ tomate sem pele e sem sementes picado. Água filtrada, suficiente para cobrir tudo e cozinhar o macarrão, cheiro verde picadinho, 1 colher (café) de azeite extravirgem.

    Modo de preparo:

    Coloque a carne, a cenoura, a cebola, o tomate e o dente de alho amassados em uma panela e cubra com a água filtrada. Coloque o azeite e uma pitada de sal. Deixe cozinhar até que os legumes e a carne estejam macios. Retire a carne, passe no processador e coloque novamente no caldo com os legumes e acrescente o macarrão. Cozinhe novamente mexendo de vez em quando até o macarrão ficar bem macio.

    Também podem ser acrescentados nesta idade alimentos diferentes, como cereais e leguminosas, e peixe à dieta do bebê. Se quiser algo mais elaborado, a receita a seguir é deste blog.

  • 4. Lentilha Divina

    Ingredientes: 200g de carne orgânica, coxão mole, sem gordura, 1 copo de Lentilha verde, menor e mais saborosa que a tradicional, 1/2 cenoura grande, 1/4 cebola branca, 1 talo de aipo, 1 colher de chá de alho desidratado.

    Modo de preparo:

    Pique a cenoura e a cebola em brunoise, ela não será amassada, deixando o aipo inteiro, ele será descartado após o cozimento. Jogue tudo na panela e cubra de água. Acrescente água conforme necessário. Retire a carne quando estiver cozida, triture e volte-a para a panela. Acrescente o alho desidratado e cozinhe até a lentilha estar totalmente macia.

    9 a 12 meses

    Nesta fase o bebê já almoça e janta, e come papinha de frutas como lanche. Não deixe de amamentar.

  • 5. Papinha de feijão, carne e legumes

    Ingredientes: 50 gramas de carne de boi moída, 2 colheres (sopa) de feijão cozido, 1 colher (café) de óleo vegetal de milho ou girassol, 1 dente de alho pequeno esmagado, ¼ de cebola branca picada, ½ mandioquinha descascada e picada, 1 fatia fina de moranga descascada e picada, 1 colher rasa (café) de sal, 250 ml de água.

    Modo de preparo:

    Refogue o alho e a cebola no óleo vegetal, coloque a carne moída e deixe refogar um pouco. Acrescente os legumes picados, o sal e a água. Deixe cozinhar até os legumes ficarem macios. Sirva a sopinha de carne e legumes com o feijão cozido. Não é mais necessário amassar.

    12 meses e acima

    Seu filho já pode comer o mesmo que a família come, porém evite os temperos mais fortes, alimentos gordurosos e de consistência dura.

    Um dos obstáculos alimentícios que muitas mães encontram é introduzir o peixe no cardápio do bebê. Com cuidados esse problema pode ser resolvido. Use filé de merluza desfiado com as mãos, pois pode ter uma espinha ou outra, ou filé de Saint Peter que não tem nenhuma.

  • 6. Papinha de peixe com legumes

    Ingredientes: 50 g de peixe sem espinha; escolha o mais acessível de acordo com a região, 1 colher de chá de cebola picada, 2 colheres de sopa de batatinha que equivale a 1 batata pequena, 2 colheres de sopa de chuchu, o mesmo que 1/2 chuchu, 1 colher de sopa de couve picada ou espinafre, 250 ml de água, 5 ml de óleo.

    Modo de preparo:

    Em uma panela pequena, refogue o peixe em cubos e a cebola. Acrescente os demais ingredientes. Cubra com água e tampe a panela. Deixe cozinhar em fogo médio até que os ingredientes fiquem macios e com pouco caldo. Amasse com um garfo, acrescente um fiozinho de óleo, ou uma colher (de chá) e sirva.

    Como as orientações são dadas primeiramente pelo pediatra, siga o que ele disser, mas você pode encontrar muitas dicas na web. Como orientação geral veja este link sobre “Papinha”.

    Lembre-se que nenhuma das receitas apresentadas substitui o leite materno. O Ministério da saúde recomenda que a criança seja amamentada até os dois anos de idade.

papinhas-caseiras-para-o-bebehttps://familia.com.br

 

Caldo de Legumes Para Bebê

Ingredientes
1 cenoura pequena cortada em rodelas
1 abobrinha pequena cortada em rodelas
1 inhame pequeno cortado em rodelas
1 batata inglesa pequena cortada em rodelas
1 cebola pequena cortada em rodelas
1 tomate médio sem peles e sem sementes
½ colher (sopa) de óleo
½ xícara (chá) de cheiro verde picado
2 dentes de alho picado
1 xícara (chá) de coxão mole em cubos pequenos
2 litros de água
sal à gosto

Modo de fazer
Refogue no óleo a carne, o tomate, a cebola e o alho. Junte os outros ingredientes e deixe cozinhar em fogo baixo até ficarem macios. Bata no liquidificador.

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Como estimular hábitos saudáveis na infância?

Pense na lancheira de uma criança de 7 anos. Quais alimentos você consegue visualizar?

Aposto que pensou em guloseimas e alimentos práticos como biscoitos recheados, refrigerantes e salgadinhos industrializados. Infelizmente, essa é a realidade de nossas crianças nos dias atuais.

A criança tem um organismo que não está totalmente formado: desenvolve-se a cada dia, cresce e se modifica a cada momento. E para que todas essas alterações ocorram de maneira adequada, são necessários diversos nutrientes. Por isso, é cada vez mais discutido e evidenciado a importância de uma dieta diversificada e equilibrada para a criança, de modo que a mesma consiga atingir um desenvolvimento pleno, de acordo com o seu potencial genético.

Por isso, eu pergunto: será que estamos garantindo uma alimentação saudável e diversificada para nossas crianças? E vou mais além: será que nós (pais, tios, avós, irmãos e cuidadores) estamos ensinando-os hábitos  saudáveis através de nossos exemplos?

Devemos, desde o início, estimular o senso crítico das crianças, principalmente, em relação ao que elas estão comendo. Como assim? É muito simples: a criança deve ser informada sobre os benefícios dos alimentos saudáveis para que aprenda a se responsabilizar pelo consumo dos mesmos. Tudo isso de maneira descontraída e lúdica, é evidente.

Envolver as crianças no preparo de alimentos faz toda a diferença. A criança tem que se sentir parte do processo. Tente o seguinte: inicie logo na compra um diálogo sobre o alimento com a criança. “Que tal deixar o arroz mais bonito e colorido hoje?”. Compre cenoura, pimentão verde e milho em espiga. Comente como as cores são bonitas, vibrantes.

Quando iniciar o pré-preparo dos alimentos (lavar, picar, ralar) permita que a criança ajude (com restrições, é claro). Ela pode, por exemplo, pegá-los na geladeira ou transferi-los para uma tigela. Durante o processo, explique os benefícios: cenoura faz bem para os olhos e deixa a pele bonita, pimentão protege contra a gripe, milho faz bem para o intestino, etc… Frise sempre que eles são deliciosos e importantes para a saúde.

Depois de preparados, sente com a criança e aprecie a refeição: converse sobre o aroma, a textura, as cores… Mostre que comer bem envolve prazer e tranquilidade. Não dá para almoçar em 10 minutos, vamos combinar!

Infelizmente, estamos perdendo o prazer à mesa. As refeições são feitas às pressas, sem uma escolha alimentar consciente e saudável. Isso dificulta todo o processo.

Lembre-se, somos espelho: a criança aprende por condicionamento. Se a família não gosta de brócolis, por exemplo, provavelmente a criança também não gostará, por dois motivos principais:

1. Terá pouco contato com a hortaliça, pois a família dificilmente irá prepará-la, ou seja, não aprenderá a gostar do sabor do alimento. Detalhe: quando o brócolis for preparado a criança será “obrigada a comer porque precisa”.

2. Quando surgir o assunto “brócolis” os familiares irão demonstrar desagrado porque o julgam como um alimento não saboroso. A criança absorve isso de maneira surpreendente. Quando tiver contato com o brócolis, vai recusar sem pestanejar.

Pense em sua responsabilidade: a alimentação da criança deve ser, desde o início, tão variada e saudável quanto for possível. Os hábitos alimentares são formados nos primeiros anos de vida e ficam arraigadas por toda uma vida!

Sopinha de Legumes para Crianças

  • 1 unidade(s) de cenoura picada(s)
  • 1 unidade(s) de chuchu picado(s)
  • 1 unidade(s) de batata picada(s)
  • quanto baste de cebola picada(s)
  • 1 dente(s) de alho
  • quanto baste de sal
  • 1 colher(es) (sopa) de manteiga
  • 1 colher(es) (sopa) de requeijão

Preparação:

Pique os legumes e leve ao fogo com 2 copos e meio de água, Quando começar a ferver, abaixe o fogo e coloque a manteiga. Depois de cozido, bata no liquidificador com o requeijão.

Almôndega de legumes

Ingredientes da almôndega

1 xícara de chá berinjela (110g)
1 xícara de chá agrião (100g)
1 xícara de chá vagem (100g)
1 xícara de chá brócolis (110g)
1 xícara de chá de cebola ralada (100g)
¼ xícara de chá de salsinha picada (10g)
1 colher de chá de sal (4g)
1 pitada pimenta do reino (0,35g)
1 xícara de farinha de trigo (100g)

Ingredientes do molho

1 colher de sopa de óleo de soja (10ml)
½ xícara de cebola picada (60g)
1 sache de molho de tomate (340g)
1 colher de sopa de manjericão desidratado (1g)
2 colheres de chá de sal (8g)

Modo de preparo das almôndegas

Higienize e corte berinjela em cubos médios. Coloque em uma panela para cozinhar até ficarem bem macias. Higienize e pique a vagem em pedaços pequenos e finos. Higienize e separe os brócolis em buques. Higienize e pique o agrião. Em outra panela, coloque a vagem e o brócolis para cozinhar até ficarem bem macias. Escorra a água e coloque os legumes cozidos em uma tigela. Adicione a cebola, o agrião picado e os outros temperos, mexendo bem até formar uma massa.Acrescente a farinha de trigo aos poucos. Unte uma forma retangular.Faça bolinhas e disponha na forma untada.Leve ao forno por aproximadamente 10 minutos.

Modo de preparo do molho

Em uma panela esquente o óleo de soja, adicionando a cebola para refogar. Acrescente o molho de tomate e os temperos e deixe ferver, mexendo de vez em quando. Desligue e sirva sobre as almôndegas.

Papinha de creme de abóbora

  • 1/2 batata
  • 1/2 abóbora pequena
  • 1 queijo
Mode de Preparo
  1. Descasque a abóbora e corte em pequenas partes. Faça o mesmo procedimento para a batata.
  2. Coloque os dois ingredientes num tacho com agua e ferva por 10 minutos.
  3. Depois da cozedura, triture bem triturado, e se gosta, pode juntar um pouco de azeite e um queijo pequeno e cremoso para que fique mais saboroso.

Sopa de beterraba com carne

Ingredientes:

. 1/2 kg de carne picada (patinho)
. 1,5 litro de água
. 4 beterrabas médias picadas
. 1 cebola média picada cortada
. 1/2 colher (sopa) de sal
. 5 colheres (chá) de suco de limão
. 2 ovos cozidos picados

Modo de preparo:

Em uma panela grande, cubra a carne com a água. Leve ao fogo alto até ferver. Abaixe a chama e retire a espuma que se forma com uma escumadeira. Adicione a beterraba, a cebola e o sal e cozinhe até a beterraba e a carne ficarem macias. Acrescente o suco de limão. Verifique o tempero e bata no liquidificador até obter um creme grosso. Sirva a sopa quente, com o ovo picado por cima.

Dica: Para crianças a partir de 1 ano